Sem coveiro no cemitério de Princesa, família é obrigada a cavar a cova de parente com ajuda de voluntários, denuncia vereador do PC do B

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Sem coveiro no cemitério público Campo Santo, por conta do atraso no pagamento dos salários, moradores de Princesa Isabel – PB são obrigados a cavar, com as próprias mãos, a cova dos parentes.

A denúncia foi feita ontem (21) pelo vereador Irismar Mangueira (PC do B). Segundo ele, na última segunda-feira, a família do servidor público municipal, João Rodrigues Neto, 56 anos, que morreu no domingo, vítima de complicações pulmonares, teve que abrir a cova para o sepultamento do mesmo.

“Só acreditei porque testemunhei. Fui ao cemitério e vi parentes e pessoas impactadas com a situação cavando a cova. João Estaquilino [cunhado] e Cláudio Lucas [genro] fizeram as vezes do coveiro, com o auxílio voluntário de Erivan Caetano e César Aires. Tirei fotos. É um descaso geral da Prefeitura”, afirmou.

Segundo Irismar, “o sepultamento de pessoas feito pelos próprios familiares é algo anormal, uma coisa assombrosa que acontece pela primeira vez em Princesa Isabel, uma vez que a Prefeitura não paga há três meses o salário do coveiro Daniel Cardoso”.

“O mototaxista Juraci José da Silva, cunhado do falecido,contou o ocorrido pra nós enquanto cuidava do funeral ,e, pra se ter uma ideia do drama vivido pela família , revelou que o servidor lotado na Infraestrutura morreu com o salário atrasado,  justamente quando mais necessitava do vencimento, por causa da grave doença que o acometeu, chegando a falecer”, relatou Irismar.

“Superlotado, sem cuidados, o cemitério não tem nada, tá completamente abandonado pela administração municipal. Do jeito que vai, será inevitável fechá-lo para novos sepultamentos. Aqui, tá proibido morrer. Nem morrer é remédio”, finalizou o parlamentar.
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