A reunião da Mesa Diretora que decidiria a abertura de um processo de cassação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) foi iniciada com discurso de Alves, que sinalizou ser impossível prorrogar a decisão para depois do vencimento da licença dada por uma junta médica a Genoino. O deputado estava oficialmente licenciado para tratamento de saúde, apesar de cumprir pena domiciliar temporária em Brasília, após ter sido condenado a 4 anos e 8 meses em regime semiaberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Vargas assumiu a palavra em seguida e rebateu Alves. O petista argumentou que o histórico de Genoino como deputado era relevante. “Acho que está se confundindo muito a opinião pública com a análise objetiva do fato”, afirmou Vargas ao sair da reunião.
A fala do vice estava em linha com a declaração colocada por Genoino em sua carta de renúncia, na qual afirmou ser alvo de da “transformação midiática em espetáculo” de um processo de cassação.
Alves ignorou o protesto de Vargas e conduziu a votação no colegiado de sete membros. Quando o placar estava com quatro votos a favor do processo de cassação e apenas dois contrários – o de Vargas e de Biff (PT-MS), o vice presidente jogou a toalha apresentando a carta de renúncia.
Fonte: Último Segundo