Segundo o Ministério, depois do início das obras da Integração do São Francisco e da ferrovia Transnordestina, o município atraiu empreendimentos e deu um relevante salto de desenvolvimento.

Os
canteiros das obras têm garantido a possibilidade de mudança na vida dos
moradores do semiárido, antes mesmo da água chegar. O motorista
Edicarlos dos Santos foi uma das pessoas diretamente beneficiadas. Por ter um
terreno no traçado das obras, ele foi reassentado em uma casa com área
irrigável na Vila de Produção Rural (VPR), construída pelo Projeto em
Salgueiro. Edicarlos conseguiu um emprego no setor de transportes na
transposição. “Estava desempregado e com medo de perder meu terreno. Estou
aguardando a obra terminar para ter meu próprio roçado irrigado”,
comemora. O lote irrigado faz parte da indenização recebida pelo
reassentamento.
Com a
aceleração das obras e abertura de novas frentes de trabalho, a
expectativa é de que essas oportunidades no sertão sejam
expandidas para outras áreas. Até outubro, o projeto
elevará o patamar de trabalhadores mobilizados de 5,8 mil para 8 mil
homens. “Esta é a maior obra de infraestrutura hídrica do país. Por sua
dimensão, tem impacto direto na vida das pessoas e está transformando a
realidade do sertão nordestino, sobretudo gerando emprego e renda”,
afirma o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra
Coelho.